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A Rapariga do Vestido Amarelo

A viagem mais emocionante: 2016!

Escrever ou falar deste ano que passou é tentar não chorar muito. Chorei tanto este ano. Dizem que com a idade ficamos cada vez mais sensíveis e é tão verdade. Chorei de alegria. Chorei de orgulho. Chorei de raiva, de nervosismo. Chorei de tristeza. Chorei também de saudade. Acho que chorei por tudo e por nada. Mas não faz mal porque, e sendo um pouco "lírica", chorei o que precisava chorar, senti tudo aquilo que queria sentir nas medidas mais certas. Por outras palavras, foi um ano verdadeiramente emocionante, e tão desafiante. 2016 foi um dos melhores anos da minha vida. Estou a mudar aquilo que nunca quis para mim. Estou a aprender que é só a nós que devemos o nosso próprio bem estar. E isso é tão bom... assumirmos o comando. Ficarmos no controlo!

Confesso que não me lembro especialmente como começou este ano, provavelmente foram dias frios e outros dias de descanso antes de mais um semestre. A seguir foram meses difíceis, alguma ansiedade por situações pessoais inevitáveis, mas tão difíceis. Se em 2015 escrevia um balanço em que tentava refletir o poder da amizade, foi este ano que percebi esse tal poder. A amizade nunca servirá apenas para os bons momentos e só isso já quer dizer que os amigos estão lá para tudo. Depois de momentos que nunca serão ultrapassados com tanto sucesso como pretendemos, chegou "o" momento do ano: a viagem ao Dubai (desculpem-me as minhas amigas que já não me podem ouvir falar de tudo aquilo que nunca vou esquecer na minha primeira grande viagem). Mas foi a viagem que eu não esperava. Estive sempre cheia de medo de tantas coisas, que se calhar não são assim tão assustadoras. Estive sempre muito nervosa com todas as implicações que uma viagem tem, começando no voo de 7 horas e terminando numa cultura demasiado diferente (achava eu!). E quando me apercebi, passou tudo em pouco menos de sete dias. Muito, durante tão poucos dias. Tanto, durante uma semana inteirinha com pessoas que nunca tinha estado... "Saber que éramos todos tão diferentes, com feitios mais fáceis que outros, mas que tudo resultou numa mistura tão explosiva que foi boa." E pessoas como o Manel marcaram-me pela positiva - sem nunca esquecer daquela tua mensagem.

Depois desta viagem, o segundo ano estava prestes a terminar e não tão feliz com alguns resultados, achava que tudo se encaminhava para mais um Verão de perder de vista, entre praia, festas, amigos. Se calhar foi um bocadinho assim, mas também foi um bocadinho diferente. Sabem quando é tão bom conhecer pessoas novas? E quando achamos que alguém nos colocou as pessoas certas na altura certa? Eu tive esse sentimento mesmo no inicio do Verão. Contudo, há alturas em que temos de parar e perceber aquilo que verdadeiramente está a acontecer. E este ano percebi que nem tudo o que parece é, por muito cliché que possa soar. Este ano percebi que há conversas mais importantes que outras, e pessoas que marcam tão mais que outras. Mas acredito que ao mesmo tempo que saio da vida de algumas pessoas, por vontade própria, logo a seguir também entram ainda melhores. Foi um bocadinho aquilo que me aconteceu com a minha primeira grande, mas pequena, experiência de trabalho. Um estágio cansativo num mês muito pouco trabalhador, o Agosto. Uma experiência que me trouxe um ambiente de trabalho diferente, mas bom. Uma empresa que acredito ser "a" oportunidade para muitos. Porém, acredito que não estava a 100% para tudo aquilo que queria ter dado. E agradeço muito à querida Sara pelos conselhos que guardo comigo para sempre, e, claro, à minha Maria Inês - a miúda mais bue de totil fixe lá do Porto. E como em todas as experiências que tenho tido, nunca ficam os arrependimentos, ficam sempre sempre as aprendizagens e a bagagem que começo agora a carregar e fazer valer. Após o estágio, o regresso à faculdade com um medo gigante de encarar algumas realidades, entre elas: o ano de finalista. O terceiro e último ano da minha licenciatura.

Como é que possível escrever tão pouco (acho eu!), num ano que de pouco teve quase nada. Se calhar por isso me sinta um bocadinho "cansada", mas sempre preparada para agarrar desafios que me dão um gozo enorme. Eu sou muito aquelas pessoas que saem de uma e rapidamente se colocam noutra. Quase como: esquecer um amor, com outro amor. Se calhar sou assim. E se calhar nunca vou mudar isso, apesar de achar que às vezes me coloco em determinadas situações de uma forma muito precipitada. Este ano cresci, nunca depressa demais, mas cresci com tantas pessoas que passaram pela minha vida, e algumas ainda continuam comigo. Como eu adoro dizer: foi um ano do caraças! E juro que com tantas pessoas, e muitas delas, novas para mim. No entanto, chego à conclusão que não podemos ter medo de nada. Aliás, não podemos achar que todas as pessoas são iguais... caso contrário nunca vamos dar oportunidades a quem as merece. Em 2017 eu vou querer continuar a dar oportundidades a mais pessoas de entrarem na minha vida, e se vir que vale a pena, espero que fiquem. Espero mesmo que em 2017 muitas pessoas fiquem comigo. Desejos? Demasiados, talvez. Quero um ano ainda melhor. E quero continuar a gostar das pessoas certas e continuar também a ter desgostos pelas pessoas erradas.

 

Próximo destino: 2017!

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