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A Rapariga do Vestido Amarelo

Rumo à Casa Branca

Estou a escrever este post antes de todo o mundo saber do resultado das presidenciais norte-americanas. Este é um post esperançoso, num mundo cada vez mais ignorante em matérias tão importantes como a política. Este é um post em tom de desabafo, pelo mundo em que vivo. É triste. E até aterrorizador. Estamos a falar de uma potência mundial. Estamos a falar do sucessor de Barack Obama. Um senhor. Um presidente. Aqui a questão é: como é que Donald Trump é sequer candidato à presidência dos EUA. Toda a campanha eleitoral traduz a população e a falta de cultura norte-americana. Confesso que nada daquilo que se está a passar neste momento me espanta. Trump nem sequer é político. O normal para os norte-americanos. E os argumentos colocados a debate? Escandalosos e sensacionalistas. O normal para os norte-americanos. Afinal de contas estamos a falar de um país onde o anormal é cada vez mais normal. Onde tudo acontece. Nos EUA para o entretenimento vale tudo, até Donald Trump a presidente. Enquanto escrevo o post leio coisas como "Trump ganha três dos primeiros quatro estados"... Como? Confesso que estas eleições fizeram-me de facto perceber como a cultura europeia e americana têm um fosso gigante entre elas. A Europa tem cultura. A Europa tem feridas muito difíceis de sarar. A Europa teve de lutar pelos seus direitos. E os Estados Unidos da América? O que têm de cultura? Para mim, têm um vazio. Para mim, a Ideia de Europa pode ser gasta, pode até estar enfraquecida. No entanto, o sonho americano deixa mesmo muito a desejar. Hoje só vejo uma vitória possível. Hoje só vejo uma candidata à presidência. Para mim, este candidato até teria alguma piada senão estivéssemos a falar de uma das maiores potências económicas do mundo. 

 

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