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A Rapariga do Vestido Amarelo

Sábados em casa... (infelizmente)

Os sábados nunca deveriam ser para ficar em casa, muito menos em fim de semana de festivais. Muitos menos com actuações de Kendrick Lamar (Super Bock Super Rock) e Tom Odell (MEO Marés Vivas). Para explicar esta introdução tão confusa a nível musical, eu oiço mesmo de tudo. Não oiço só os hits que passam na rádio. Não é só comercial. E por isso consigo gostar muito facilmente de vários géneros musicais. O hip pop mais agressivo. O pop mais romântico. O fado tão triste, mas português. Na música vou a todas, não sou esquisita! E ontem, se conseguisse, estava em dois festivais ao mesmo tempo, por cantores tão diferentes.

 

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(Foto: Hugo Sousa)

Tom Odell... Quando soube que viria ao MEO Marés Vivas já estávamos em Junho. Sinto que há tantos festivais que me perco no meio de tantos cartazes e de tantos nomes. Era um sonho possível, mas mais uma vez demasiado longe de casa. Primeiro na Zambujeira, depois no Crato... e agora na Praia do Cabedelo. É tudo muito bonito. Contudo, a logística falha sempre. Contudo, ainda bem que estamos no século XXI. Consegui ouvir uma música ou outra na rádio. E mais outro extra num directo de Facebook. Há uma energia que passa sempre. E há aquela pele de galinha, que é sempre a mesma, quando canta "Another love". O novo álbum também me apaixonou. Mas clássicos, são clássicos. Não é assim?

 

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(Foto: Rita Carmo)

Falar de Kendrick, é falar de uma paixão recente que tenho. Pelo hip pop. Pelo rapp. E por isso não acho assim tão justo falar dele como falo de Tom Odell - paixão mais que antiga. Recorri a um jornalista da Blitz para descrever num parágrafo a noite de ontem no MEO Arena: "A saída de palco acontece logo depois e é rápida já que são os próprios músicos que incentivam o público a reclamar a presença de Kendrick. O regresso com o hino "Alright" é uma vez mais arrepiante: perante todas as desgraças que vão enchendo o mundo de cicatrizes é preciso que haja quem nos garanta que vamos ficar bem. E, afinal de contas, se há alguém que nos pode dar essa segurança é Kendrick. É esse o trabalho do messias, certo? Salvar-nos a todos. Vou ali batizar-me e já venho..." - Rui Miguel Abreu.