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A Rapariga do Vestido Amarelo

Improvisando.

Hoje, qualquer um pode ter uma voz. Qualquer um pode contar uma história. Qualquer um pode criar impacto. Contudo, os social media ajudaram a que tudo isto fosse possível, ou seja, foi através e com os social media que passámos a criar conteúdos por tudo e por nada. O Facebook, Twitter, Instagram são só algumas das ferramentas responsáveis por esta revolução. As histórias passaram a ser contadas por imensas vozes diferentes. Isto é, a publicação de uma história representa hoje o inicio de uma longa conversação ou discussão. E, por isso, a história não acaba só por dizermos que é o seu fim, que terminou... Ela só acaba quando já não existe mais conversa possível.

 

Como em todas as situações da vida, há vantagens e desvantagens. Com isto quero dizer que os social media nos trouxeram vantagens e desvantagens ao nosso dia-a-dia. Os social media permitiram uma interacção demasiado real para alguns. Já para outros, trouxeram a interacção no imediato e isso é a melhor ferramenta que uma organização ou marca pode ter - o feedback imediato dos seus consumidores. Contudo, é preciso acompanhá-los, ou seja, é preciso que a organização faça o seu percurso lado a lado com os fãs e consumidores. Não basta ler os seus comentários e opiniões, é preciso dar-lhes continuidade. Como já me aconteceu a mim várias vezes, seja com marcas, seja com figuras públicas. Por exemplo, no outro dia fui ver o concerto do António Zambujo e Miguel Araújo, publiquei uma fotografia no Instagram identificando os dois cantores e minutos depois tinha um comentário do António Zambujo. Ou como também me aconteceu durante a época de frequências, quando postei uma fotografia, na mesma rede social, do meu ambiente de estudo e identifico a Asus. E logo a seguir tenho uma "mensagem directa" da marca a pedir-me autorização para partilhar a minha imagem no perfil oficial deles. É para isto que servem os social media do ponto de vista das organizações, para continuar a criar relações com os seus seguidores.

 

Às vezes, muito raramente, quando tenho apresentações digo sempre que vai ser na base do improviso. E, se calhar, é um bocadinho. Mas o improviso é das coisas mais difíceis que podemos fazer. Porque o improviso é inesperado, não é algo expectável e o mais importante: nunca ninguém está totalmente e completamente preparado para situações de improviso. E isso acontece um bocadinho no mundo dos social media. Saber lidar com o improviso é uma "skill" que é desenvolvida todos os dias. Mas também é preciso desenvolver essa capacidade de improviso. Ou seja, temos de saber responder ao improviso, tal como nas situações adequadas improvisar. É então preciso saber quando e em que circunstância o improviso poderá ter um impacto positivo.

 

projectlive.jpg

[vídeo: Project #Live]

 

E o que é o #livestorytelling? É um processo contínuo, onde não há espaço para uma "pausa" ou um "stop"... Quase como no teatro. Quase como nas nossas vidas. Contam-se histórias. Interagimos. Reagimos. E voltamos a criar novas histórias. Tudo isto sem uma única pausa. E onde ficam os RP's no meio de tantas histórias? Ficam mesmo no centro, nas histórias. Porque todos nós somos bons contadores de histórias, e quando podemos usar isso a favor das nossas organizações ainda melhor.

 

Live storytelling está a mudar a nossa definição de quem e o que é "criativo". Já não é uma capacidade exclusiva de algumas pessoas. Hoje em dia todos podem ser criativos, todos são a sua própria empresa de media...

 

 

Contudo, fica a pergunta que prometo responder:

que tipo de relação existe entre os social media e o storytelling?