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A Rapariga do Vestido Amarelo

Competições (profissionais)

Às vezes não basta só sermos bons naquilo que fazemos. É preciso ter estofo e estômago para aguentar. Porque trabalhar em qualquer área não é só limitarmo-nos a fazer aquilo que nos compete e nos pedem, é também saber lidar com a pressão, competição, injustiças. A competição em qualquer meio pode tornar-se demasiado tóxica, mas enquanto profissionais nós vamos ter de saber lidar com ela. Hoje, criticamos gratuitamente os nossos concorrentes. Hoje, vemos desabafos no Facebook que não deveriam sequer sair da nossa cabeça ou coração. É preciso engolir sapos, mas também é preciso lutar muito e nunca cruzar os braços quando nos apontam o dedo. Todos nós lutamos por um lugar ao sol. Por caminhos mais fáceis ou mais difíceis, aquilo que interessa é chegar a algo de superior em relação aos outros. Contudo, acho que se perdem demasiados valores pelo caminho, como a ética. Onde fica a ética profissional neste mundo? Ou a ética pessoal, se assim preferirem. Apontamos o dedo aos outros sem sequer olharmos para nós. Tomamos partidos por tudo e por nada. Por assuntos que não nos dizem respeito e por assuntos que nos deviam dizer mais. O mundo de trabalho pode ser muito mau, pode nem sequer ser aquilo que pensávamos. Mas querem saber uma coisa? Qualquer mundo tem muito pouco de cor-de-rosa. Contudo, não há problema se nunca nos esquecermos dos nossos valores. Se nunca nos esquecermos por onde começámos, porque começámos e onde queremos chegar. Só temos de perceber que a competição requer apenas um simples jogo de cintura, entre os nossos valores e os valores da organização onde trabalhamos. Como em todas as relações, temos de aprender quando devemos fazer cedências. 

 

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