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A Rapariga do Vestido Amarelo

Ser capaz. Ser mulher.

Depois de ler tantas palavras diferentes. Tantos pensamentos tão válidos. Apetece-me falar de nós. Mulheres. Apetece-me tentar ensinar qualquer coisa a quem ainda não nos compreende e continua a afirmar que isto é tudo muito complicado. Quero dizer que não há mulheres ideias, e que se calhar, como li numa crónica, as revistas (destinadas a nós) chegam a banalizar-nos. Não sou menos mulher por não estar casada, com filhos e ter um emprego estável. Não sou menos mulher por estar solteira e poder fazer tudo aquilo que me apetece, mas sempre com olhares de outros juízes. Não sou menos mulher por não gostar assim tanto de cozinhar e preferir (quando posso) uma refeição diferente num restaurante. Não sou menos mulher pelo meu principal objectivo ser uma "mulher de negócios". Empreendedora, é certo. Gestora, logo se vê. Aos homens que continuam a achar que faz parte abrir a porta para a senhora entrar, se calhar não o façam, porque já não precisamos assim tanto de gestos forçados. O cavalheirismo não tem de ser uma coisa só de homens, mas podia. O cavalheirismo não tem de ser algo forçado e obrigado, mas é, em alguns casos, é. Não sou ingrata, injusta. Sou estupidamente agradecida aos homens que continuam a fazê-lo da forma mais genuína e com um sorriso que me faz querer agradecer também de uma forma desinteressada. Contudo, há ainda tanta coisa que não faz sentido para mim. Porque é que as mulheres que apoiam o feminismo têm de ser as revoltadas? Acho que não há "revolta" mais bonita do que aquela que nos permite lutar pela igualdade de género, promover os mesmos direitos para homens e mulheres, tornar o mundo um bocadinho mais justo para todos. 

 

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Capazes.