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A Rapariga do Vestido Amarelo

Tudo se resolve, mas...

Às vezes dizemos, erradamente, que há coisas que nunca mudam. Algumas, talvez! Mas é quando essas hipotéticas coisas mudam que nos sentimos sem chão e a questionar algo que sempre tomámos como um dado adquirido. Eu não defendo que seja preciso mudar. Contudo, sei que as mudanças existem e que temos muitas vezes de fazer um esforço gigante para aceitarmos que algo mudou. O conforto é o meu maior defeito. O não tomar decisões por achar que as coisas se resolvem com o tempo. Tudo se resolve. Mas é preciso perceber que as próprias soluções têm de ser "comandadas". Ninguém irá perceber aquilo que quero, se eu não disser ou se não mostrar. A telepatia até pode ser uma coisa muito gira, porém raramente funciona. Mostrar o que nos incomoda é sempre preciso. Tomar iniciativa quando mais ninguém a tem, igualmente. Alguém terá de o fazer. E ser reativo raramente ajuda para que algo se resolva nos momentos certos, sem que depois cause muita moça. É preciso perceber que nem todos temos essa coragem em desprendermo-nos de algo rotineiro, de algo "fácil". Sempre ouvi dizer "quando algo não está bem, muda". O discurso do "é sempre a mesma coisa" que não mata, mas mói. Eu tenho medo de decidir, de escolher A em vez de B, de preferir algo que não me chateia assim tanto. E aqui, a indiferença é só mais um indicador de que as mudanças são necessárias. O estado de indiferença é uma coisa que não gosto de sentir... Não por me deixar mal, mas porque que sei que é nesse momento, quando o discurso é "eu já nem quero saber", que desistimos e nunca mais mudamos.

 

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